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BCI e FSDMoç apostam no Financiamento às Zonas Rurais

O Presidente da Comissão Executiva do BCI, Paulo Sousa, e a Directora Executiva do Financial Sector Deepening Moçambique (FSDMoç), Anne Marie Chidzero, rubricaram, no dia 9 de Março, no Auditório do BCI, em Maputo, um Acordo de Parceria entre o BCI e a FSDMoç. O mesmo visa a implementação de um Projecto de bancarização rural, cujo objectivo é aumentar o acesso aos serviços financeiros dos agricultores e suas comunidades; melhorar a literacia nas comunidades rurais; e desenvolver produtos e serviços financeiros que vão ao encontro das necessidades destes.

O projecto, que terá o seu início no corrente mês de Março no norte de Moçambique, será desenvolvido em parceria com a Consultative Group to Assist the Poor, CGAP, instituição membro do grupo Banco Mundial, que desenvolve soluções inovadoras através da realização de pesquisas em parceria com instituições financeiras, instituições governamentais e financiadores por forma a impulsionar a inclusão financeira.

O presente Acordo materializa o Memorando de Entendimento assinado o ano passado entre o BCI e a FSDMoç, e enquadra-se na estratégia do BCI de expansão dos seus serviços financeiros às zonas rurais e nos objectivos da FSDMoç, nomeadamente a inclusão financeira das pequenas e médias empresas e das comunidades rurais.

Na sua intervenção, o PCE do BCI lembrou os elos que ligam as duas instituições, apontando algumas das acções desenvolvidas pelo Banco: o seu envolvimento no processo de bancarização em todo o país; o apoio que confere ao desenvolvimento do sector agrícola em Moçambique, e o apoio permanente às Pequenas e Médias Empresas.

“Fruto do trabalho que desenvolveu ao longo destes anos, o BCI conta hoje com 196 unidades de negócio espalhadas por todo o país, sendo, seguramente, nos últimos anos, o Banco que mais contribuiu para o alargamento da rede bancária em Moçambique nas zonas rurais” – disse Paulo Sousa e ilustrou: “Os números de abertura de novas agências do BCI em distritos rurais sem a presença bancária são seguramente disso uma boa expressão. O Banco possui não só a maior rede de agências mas também a rede geograficamente mais ampla, de Palma à Ponta de Ouro, cobrindo todas as províncias e estando presente num número significativo de distritos. Temos consciência do longo trabalho que todos ainda temos pela frente; porque ainda é significativo o número de distritos sem a presença de qualquer Banco”.

Para Anne Marie Chidzero “esta é uma oportunidade que temos de ser parceiros de um Banco que está não só comprometido com a inclusão financeira, mas que partilha a mesma visão e missão com a FSD: desenvolver soluções financeiras inovadoras e produtos financeiros que vão ao encontro das necessidades da população rural em Moçambique” – disse e acrescentou: “Através desta parceria vamos explorar, identificar e compreender as necessidades das famílias nas zonas rurais, e esta parceria vai ajudar a desenvolver estas soluções inovadoras”.

Refira-se que a Financial Sector Deepening Moçambique é uma entidade vocacionada para o desenvolvimento do sector financeiro com enfoque na expansão e inclusão financeira, e cuja missão é identificar e formar parcerias com intervenientes-chave, oferecendo oportunidades e investimentos direccionados para materializar o potencial do sector financeiro e melhorar a inclusão financeira.

Maputo, aos 15 de Março de 2017