Logo
BCI comprometido com a Equidade do Género

O BCI apoiou a 1ª Cimeira das Mulheres Líderes de Moçambique – 2017, que a 2 Novembro conheceu o seu segundo e último dia. O evento, organizado pela African Influence Exchance (AIE), teve lugar no Radisson Blu Hotel, em Maputo, e contou com a presença de mulheres líderes, entre as quais, a ex-primeira-ministra de Moçambique, Luísa Diogo, e a Presidente da Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CPLP, Maria Assunção Abdula. O objectivo do encontro era reunir mulheres líderes que representam o mundo dos negócios, Governo, meio académico e cultural, bem como homens influentes com vista a fornecer novas perspectivas da influência das mulheres num cenário global.

Um dos painéis mais aguardados de hoje, composto por Salimo Abdula, Presidente da Confederação Empresarial Comunidade; Paulo Sousa, Presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI; e Gabriel Chalita, académico, escritor e filósofo, subordinava-se ao tema: “O Envolvimento dos Homens como Defensores da Equidade do Género.”

Salimo Abdula defendeu que a igualdade do género deve “impor-se de uma forma natural e não administrativa. A tomada de consciência deve começar na escola primária. Tem de se crescer com este princípio.” Depois, aludiu a tradições e cultura locais como factor de oposição à equidade do género: “Os machanganes, por exemplo, não aceitam ser liderados por mulheres, por isso é que este trabalho de aproximação do género deve começar logo nos bancos da escola. Na política não estamos mal. 30% dos deputados do parlamento moçambicano são mulheres.”

Paulo Sousa não se furtou à questão quando lhe perguntaram se se via bem substituído no cargo por uma mulher. “Porque não! Se tiver condições para tal não vejo porque não. O percurso feito ao longo da vida profissional é que deve determinar a aptidão para determinado lugar não o sexo.” Noutro desenvolvimento, socorreu-se do exemplo do BCI, para demostrar que a aproximação de géneros não está a ser tão lenta como se imagina. “Em 2008, há nove anos, os homens constituíam 58% do total de colaboradores do banco. As mulheres quedavam-se nos 42%. Em Setembro de 2017, as mulheres eram 1517 contra 1408 homens, o que corresponde a 51.86% contra 48.70% respectivamente.”

O académico brasileiro Gabriel Chatila valorizou a educação como instrumento fundamental na redução das desigualdades. “Não se pode tapar o sol com a peneira…há muito preconceito ainda. Muitas vezes quando a lei tenta dar um passo a cultura impede”, concluiu o académico.

Maputo, aos 03 de Novembro de 2017